Sherry Jones é uma jornalista americana que se interessou pela forma como as mulheres são tratadas pelo regime talibã. Leu alguns livros sobre o assunto e descobriu a esposa preferida de Maomé, A'isha. Foi aprender árabe e após estudar o nascimento da fé islâmica publicou o seu 1º romance.
O livro conta-nos a vida de A'isha a noiva criança de Maomé, a sua terceira esposa, das treze com que Maomé, casou segundo a autora grande parte dos casamentos consistam em garantir alianças politicas.
A'isha é o fio condutor desta história que se divide pelas várias fases da sua vida até à morte de Maomé, a luta para chegar a hatun e pela estabilidade da umma. Foi uma mulher guerreira e sempre desejosa de liberdade e de igualdade perante os homens.
Maomé é retratado como um homem tolerante com as suas mulheres, fez de A'isha a sua conselheira e a sua esposa preferida. A forma como é descrita as relações de Maomé com as suas mulheres e com o poder faz com que este livro seja polémico.
É uma leitura fluída e consegue colocar o leitor em sofrimento quando A'isha se mete em maus lençóis ou não consegue dominar o que lhe vai na alma.
Para quem gosta de romances históricos é uma boa aposta.
Boas leituras!